Que estranho é perceber que de tudo que eu achava, quase nada se confirma.
Onde antes era a morte - pasmem! - hoje nasce a vida.
terça-feira, 17 de julho de 2012
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Mulher Feita
Feita de quê?
De tanto sonho e tanta realidade!
De descobertas, tropeços e enganos
De ilusão, fantasia, choro e música
De conquistas, de fracassos
De amor, carência e afeto
Mulher Feita!
De corpo, de vida, de tão pouca estrada percorrida
De erro, de erro e mais erro
Mas de luta e recomeço
Mulher feita de menina, moça e de velhinha
De tanto sonho e tanta realidade!
De descobertas, tropeços e enganos
De ilusão, fantasia, choro e música
De conquistas, de fracassos
De amor, carência e afeto
Mulher Feita!
De corpo, de vida, de tão pouca estrada percorrida
De erro, de erro e mais erro
Mas de luta e recomeço
Mulher feita de menina, moça e de velhinha
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Contigo
E contigo se vão os sonhos
Não todos, mas aqueles que cuidadosamente fiamos a 4 mãos.
Dedos entrelaçados, ponto a ponto construímos o que hoje pouco a pouco se esvai.
O que sonhar agora?
Que planos traçar sem a parte que te cabe?
E a casa, os filhos, o futuro?
E essa sensação de fracasso, a dor de te perceber em um momento breve
longe e fora do meu alcance?
E quando tudo acabar, os novelos, os fiapos?
E aí?
Não todos, mas aqueles que cuidadosamente fiamos a 4 mãos.
Dedos entrelaçados, ponto a ponto construímos o que hoje pouco a pouco se esvai.
O que sonhar agora?
Que planos traçar sem a parte que te cabe?
E a casa, os filhos, o futuro?
E essa sensação de fracasso, a dor de te perceber em um momento breve
longe e fora do meu alcance?
E quando tudo acabar, os novelos, os fiapos?
E aí?
terça-feira, 5 de abril de 2011
Frangalhos
Custou-me chegar até aqui, justo aqui neste exato momento desta vida-presente para ser capaz de saber. Saber não, admitir. Custou-me pensar, enganar-me, iludir-me, amedrontar-me, ressentir-me até ser capaz de tirar o véu que me nublava os olhos. Aos poucos me permito a visão, e lentamente o que se vê pode enfim ser mastigado, digerido, transmutado. É alimento. Enfim posso nutrir-me! Sinto-me folha, fotossintetizadora da poção - nada mágica! - que leva cura a tudo aquilo ainda em frangalhos dentro de mim. Mas como dói...
quarta-feira, 2 de março de 2011
Convite

Menina,
Te vejo aí num canto encolhida, só, inadequada
Te vejo e te mando partir
Não te moves...
Vamos, menina, já é hora de ir
Vamos, meninas, que te prometo apoio. Te pego no colo, te aninho
Te dou a mão, te ajudo a caminhar. Vamos?
Decobrir o que nos espera pra lá da barrida, do abrigo
Vou contigo, vamos?
Por o pé na estrada, sentir cheiro e gosto do novo
Sa-bo-re-ar
Aquele medo te ajudo a enfrentar, a preguiça te ajudo espantar
Vamos, menina, vamos?
É urgente
Te vejo aí num canto encolhida, só, inadequada
Te vejo e te mando partir
Não te moves...
Vamos, menina, já é hora de ir
Vamos, meninas, que te prometo apoio. Te pego no colo, te aninho
Te dou a mão, te ajudo a caminhar. Vamos?
Decobrir o que nos espera pra lá da barrida, do abrigo
Vou contigo, vamos?
Por o pé na estrada, sentir cheiro e gosto do novo
Sa-bo-re-ar
Aquele medo te ajudo a enfrentar, a preguiça te ajudo espantar
Vamos, menina, vamos?
É urgente
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Um dia vou crescer
Um dia vou crescer, e dar àquela criança o que ainda lhe falta
E mostrar pra ela o tempo decorrido, os vários anos em que temos convivido inadequadamente
- Já é hora de ir, menina. Te prometo o brinquedo, o sorriso, a lembrança... mas preciso que você vá
Um dia vou crescer e ela será só prazer e risada em momento de alegria descompromissada
Um dia vou crescer e deixar pra trás o que ela quis e não teve, precisou e não lhe deram
- Já passou, menina, é hora de ir. Você fica e é como nódulo no meu seio, caroço no meu ventre, entrave em meu caminho... Já é hora de ir, menina...
Vamos?
E mostrar pra ela o tempo decorrido, os vários anos em que temos convivido inadequadamente
- Já é hora de ir, menina. Te prometo o brinquedo, o sorriso, a lembrança... mas preciso que você vá
Um dia vou crescer e ela será só prazer e risada em momento de alegria descompromissada
Um dia vou crescer e deixar pra trás o que ela quis e não teve, precisou e não lhe deram
- Já passou, menina, é hora de ir. Você fica e é como nódulo no meu seio, caroço no meu ventre, entrave em meu caminho... Já é hora de ir, menina...
Vamos?
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Desejos para o ano novo (desejos para a vida toda)
Sendo parte deste mundo marcado a ferro e fogo por cíclicos ciclos (menstrual, temporal, astral...) deparo-me novamente com mais um... chegou o ano novo! Que generosidade enorme de Deus nos dar uma nova grande chance a cada 365 dias!! - digo nova "grande chance" porque se pensarmos bem, os ciclos menores, mensais e diários, são a mesmíssima coisa em escala diminuta.
Uma nova chance pra pensar, recomeçar, rever e realizar!!
São eles:
- Fazer mais e mais feliz o homem que eu amo
- Não desistir (seja do que for...)
- Ver meus amigos
- Temer menos
- Tornar-me uma pessoa menos fechada
- Confiar mais
- Ter mais fé
- Demonstrar mais
- Dizer mais
- Cantar mais
- Tirar a palavra "inferior" do meu vocabulário autocrítico
- Ter muito, muito mais coragem
- Ouvir mais música
- Ir a mais shows
- Estudar muuuuuuuuuuuuuuiito mais
- Escrever mais
- Desenhar mais
- Cuidar mais da minha casa
- Encontrar um lugar minimamente confortável na relação com meu pai
- Encarar a realidade como se apresente
- Enfrentar minhas dificuldades
- Transformar-me sempre
- Pensar um pouco menos
- Rezar mais
- Meditar mais
- Ter mais disciplina
- Ser mais carinhosa comigo
- Ser generosa com meu próximo, cada vez mais
- Ser capaz de dizer não quando é preciso
- Assumir responsabilidade pelo que me cabe (ai que difícil!!)
- Fortelecer o que me alimenta, descartar o que me envenena
- Amar, amar e amar...
Isso não termina nunca :)
Uma nova chance pra pensar, recomeçar, rever e realizar!!
São eles:
- Fazer mais e mais feliz o homem que eu amo
- Não desistir (seja do que for...)
- Ver meus amigos
- Temer menos
- Tornar-me uma pessoa menos fechada
- Confiar mais
- Ter mais fé
- Demonstrar mais
- Dizer mais
- Cantar mais
- Tirar a palavra "inferior" do meu vocabulário autocrítico
- Ter muito, muito mais coragem
- Ouvir mais música
- Ir a mais shows
- Estudar muuuuuuuuuuuuuuiito mais
- Escrever mais
- Desenhar mais
- Cuidar mais da minha casa
- Encontrar um lugar minimamente confortável na relação com meu pai
- Encarar a realidade como se apresente
- Enfrentar minhas dificuldades
- Transformar-me sempre
- Pensar um pouco menos
- Rezar mais
- Meditar mais
- Ter mais disciplina
- Ser mais carinhosa comigo
- Ser generosa com meu próximo, cada vez mais
- Ser capaz de dizer não quando é preciso
- Assumir responsabilidade pelo que me cabe (ai que difícil!!)
- Fortelecer o que me alimenta, descartar o que me envenena
- Amar, amar e amar...
Isso não termina nunca :)
sexta-feira, 30 de julho de 2010
A luta continua, companheira!
Otimismo é uma característica fantástica. Eu mesma, se a modéstia permite, reconheço em mim em certo grau (nem tão elevado...) do dito cujo.
Pois bem...
Auto-engano, ao contrário, não é considerado lá uma característica muito nobre... e, apesar de não gostar muito, não tenho o menor pudor em assumir que sim, em ocasiões esporádicas (nem tão esporádicas assim...), sou tomada pela tal característica.
Pois bem...
O presente texto trata do post anterior, onde, com todo o otimismo do mundo, cantei vitória sobre minhas próprias dificuldades e armadilhas.
Pois é... não consegui ainda a humildade suficiente, a força de vontade suficiente, o domínio suficiente daquela criança pequena e voluntariosa que quer de presente a perfeição sem fazer o mínimo esforço.
A luta continua, companheira!!
E eu, ainda bem, continuo nela!
Pois bem...
Auto-engano, ao contrário, não é considerado lá uma característica muito nobre... e, apesar de não gostar muito, não tenho o menor pudor em assumir que sim, em ocasiões esporádicas (nem tão esporádicas assim...), sou tomada pela tal característica.
Pois bem...
O presente texto trata do post anterior, onde, com todo o otimismo do mundo, cantei vitória sobre minhas próprias dificuldades e armadilhas.
Pois é... não consegui ainda a humildade suficiente, a força de vontade suficiente, o domínio suficiente daquela criança pequena e voluntariosa que quer de presente a perfeição sem fazer o mínimo esforço.
A luta continua, companheira!!
E eu, ainda bem, continuo nela!
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Amadurecer e Cantar
Não tenho motivo algum em especial para escrever hoje. Inveja, talvez. Inveja de bons escritos que andei lendo por aí. As coisas me tocam e imediatamente quero expressar-me também. Tenho pouco o que dizer... a não ser pelo tanto que tenho feito por mim, pelo tanto que a vida tem se mostrado agradável, nada mais há que valha a pena referir-me.
Mas estou feliz!!
Porque acho que os 30 anos finalmente mostram-se para mim... como a época do maior amadurecimento, de melhor compreensão, aceitação, de melhor deleite.
Acho que somente agora, 8 meses depois de ter completos estes tais 30 anos de vida, começo, de fato, a desfrutar deles.
Vejam quantos ganhos:
Casei-me;
Mudei de emprego duas vezes, sendo que na segunda finalmente encontrei um lugar para onde tenho prazer em me dirigir todos os dias úteis (quem foi que inventou que sábado e domingo, ao contrário de úteis, seriam o inverso?).
Voltei a fazer uma das coisas que mais gosto no mundo: cantar
Encontrei em mim a humildade que faltava para enfrentar o fato de que não nasci pronta. E agora consigo encontrar disponibilidade para aperfeiçoar-me, para estudar. Que alívio! A vergonha já não me assola... posso parar de fingir! Que sou ótima, que tenho paciência, que sei cantar. Não me cabe mais o papel da criança que não aceita abrir mão de nada para ter o que precisa e quer. Como diria sabiamente meu grande mestre Antônio Guerreiro, é preciso RALAR (ele gostava muito de enfatizar isso nas aulas... inclusive nos fazia atentar para a interessante peculiaridade da palavra: percebam que ela é a mesma, lida da esquerda para a direita ou o contrário, ou seja: não tem como escapar!). Essa semana em delicioso jantar com ele e meu irmão, falando sobre isso, rimos muito pela felicidade do momento, e pela lembrança dessa aluna que vos fala.
Hoje aceito o fato de que não vai cair do céu de presente de Deus o maravilhoso cantar... eu sempre soube, mas até aceitar... me tomou vários anos! Benditos anos! A distância foi necessária, o sofrimento também. Foi doloroso, mas acredito que agora sim, poderei apoderar-me da música e ela de mim. Pelo prazer do fazer. Pela beleza e benção. Através da verdade da minha dedicação.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Mudanças... boas mudanças!!
Se um rio não é o mesmo quando passa por ti aqui e mais adiante, porque haveria eu de ser a mesma, se por dias e dias vivi outra vida e agora outra pessoa me tornei? Sou a mesma, e mesmo assim não sou. Contigo acontece o mesmo.
É a beleza da vida.
É a beleza da vida.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Inconsciente
Incrível como pode ser tão desconhecida nossa real razão para fazer as coisas. O tão falado e afamado inconsciente rouba de mim várias explicações importantes, necessárias, essenciais. Em que parte do caminho perdi acesso a isso? Em que tropeço fiquei parada, presa, empacada? Qual pedra me tirou o chão? Que dor fica aqui a martelar sua repercussão, insistente, crescente, porque inconsciente?
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Em direção aos 30, mas em que sentido?
Aproxima-se o grande dia em que finalmente terei 30 anos. Tempos atrás, ainda adolescente, em contagens infantis e inocentes, pensava: em 2009 terei 30 anos. Caramba!! Como pareciam longínquos esses dias e como hoje parece que foi há tão pouco tempo atrás o devaneio juvenil. Está sendo estranhíssimo fazer 30 anos! Estava esperando me sentir mais "mulher", mais satisfeita, mais realizada, mais gostosa..... que nada!! Vi outro dia uma capa de revista estampada com uma dessas globais dizendo: "Melhor fase da vida: une a maturidade emocional e a jovialidade do corpo". Jovialidade do corpo de quem, cara pálida?!! Já sinto os sinais inevitáveis do tempo... uma ruguinha aqui outra ali, uma dificuldade maior em perder peso, a celulite insistente que não larga mais das minhas pernas... é triste. E por outro lado, uma dificuldade maior de arranjar tempo pra mim, pro meu lazer, pro meu doce e deleite. Está estranho e eu não quero parecer ranzinza, pessimista ou algo assim... mas estou me dando conta de que nada fora de mim vai mudar enquanto dentro não deixar de ser a mesma menina que fui até hoje. E, juro, quero deixar de ser. Quero crescer onde ainda não cresci, quero ser mais forte e corajosa, quero ser mais independente e sociável. Contava com a ajuda psicológica do redondo do número "30", mas a ajuda não veio... ou pelo menos ainda. Quem sabe depois de depois de amanhã, quando de fato começarei a viver meu 31º ano de vida? Não sei...
Vai ter festa, bolo e samba. Vai ser legal comemorar, como minha mãe disse: tenho casa nova, emprego estável, namorado novo... está tudo bem.
Tenho um pouco de vergonha de mesmo assim, sentir algo fora do lugar, que incomoda... tenho vergonha de me confessar insatisfeita... de ser um poço sem fundo de incompletude.
Pensando bem, quem não é? Mas sinceramente, queria ser especialmente diferente de "todo o resto". Mas pensando bem, quem o é?
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Solidão III - Clarice, quando crescer quero ser que nem você!
"...Que minha solidão me sirva de companhia.
Que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo."
Clarice Lispector
Solidão II
Sei que muitos já escreveram sobre isso... não faz mal. Pra mim será a primeira vez. Venho dizer sobre o sentimento inevitável da solidão. Sobre o momento em que a descoberta desta condição nos cai sobre os ombros, cabeça, consciência, sobre todos os corpos.
Me aconteceu recentemente. Senti no osso o peso da solidão, da incapacidade que temos de dividir em certos momentos. Não por não ter com quem, não. Por não poder. Por ser impossível. Tem certas coisas que a gente faz sozinho, a gente decide sozinho, a gente sofre sozinho.
Ouvi dizer uma vez algo real: "do olho pra dentro, somos sozinhos." Dividimos com o mundo o que está fora, mas o de dentro ninguém compartilha. Nem por palavras, nem por toques, nem por nada. É particular, somente meu e seu, incompartilhável. A gente não sente junto. Sentir é solitário. Viver é solitário.
Me aconteceu recentemente. Senti no osso o peso da solidão, da incapacidade que temos de dividir em certos momentos. Não por não ter com quem, não. Por não poder. Por ser impossível. Tem certas coisas que a gente faz sozinho, a gente decide sozinho, a gente sofre sozinho.
Ouvi dizer uma vez algo real: "do olho pra dentro, somos sozinhos." Dividimos com o mundo o que está fora, mas o de dentro ninguém compartilha. Nem por palavras, nem por toques, nem por nada. É particular, somente meu e seu, incompartilhável. A gente não sente junto. Sentir é solitário. Viver é solitário.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Angústia
O que é a angústia senão um sentimento incômodo indefinido?
Você sabe dizer assim, 100% de certeza, o motivo de sua angústia?
Eu não... só sei que aqui dentro, tudo revirado.
A Menstruação se aproxima e este momento maximiza tudo que sinto, cheiro ou vejo.
Aguçada!!!
Assim me sinto... (Já reparou quantos posts em 31/07?!)
Ainda bem que hoje saio pra dançar.
E faço expelir pelo suor essa angústia e toda coisa ruim de dentro de mim.
Salvem-me a música e a dança!
Você sabe dizer assim, 100% de certeza, o motivo de sua angústia?
Eu não... só sei que aqui dentro, tudo revirado.
A Menstruação se aproxima e este momento maximiza tudo que sinto, cheiro ou vejo.
Aguçada!!!
Assim me sinto... (Já reparou quantos posts em 31/07?!)
Ainda bem que hoje saio pra dançar.
E faço expelir pelo suor essa angústia e toda coisa ruim de dentro de mim.
Salvem-me a música e a dança!
Esses dias
Sentia-se como um ser estranho ao próprio ninho.
Tinha pensamentos de improváveis encontros e reconciliações – desejos ocultos?
Passava o tempo consumida por sensações de torpor e calafrio.
É só o tempo passando, pressentiu.
Tinha pensamentos de improváveis encontros e reconciliações – desejos ocultos?
Passava o tempo consumida por sensações de torpor e calafrio.
É só o tempo passando, pressentiu.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Maternidade

É comum mulheres na minha faixa etária começarem a sentir o famoso relógio biológico intensificando seu tic-tac, alertando-as sobre o curto tempo restante até colocarem em prática o glorioso momento da maternidade. E eu, como já disse antes e confesso sem nenhum problema, não sou diferente de ninguém. Alterno fases de uma vontade incrível de ser mãe com outros em que me toma uma racionalidade ímpar dizendo: "imagina! você não dá conta nem de si mesma..."
Pois é. Não dou mesmo. Dia desses fui almoçar com um amigo querido e veio à tona o assunto da novidade mais fresquinha da minha vida: estou morando sozinha. Ele, na minha faixa etária, chegando aos 30, disse que não entende uma decisão dessas! Morar na casa da mamãe é tão bom!! Pra que sair? Foi aí que me saí com uma resposta surpreendente, que me veio somente naquele momento, mas que depois me fez pensar no assunto. Eu disse: "já estou com quase 30 anos, daqui a pouco vou querer ser mãe. Preciso aprender a cuidar de mim, porque vou ter que dar conta de uma família. Já imaginou aprender tudo-ao-mesmo-tempo-agora?" Mas não é mesmo? Sei que muita gente aprende tudo ao mesmo tempo, mas eu sinceramente prefiro me preparar no que for possível.
Outra coisa relacionada a este assunto que me ocorreu essa semana foi o relato de uma amiga. Ela disse que está recebendo pressões familiares para congelar óvulos. Caraca!! Já pensou? A gente agora ainda por cima nem dos próprios óvulos tem propriedade sem que a família meta o bedelho. Mas pra quem não tem relacionamentos nem perspectivas matrimoniais pela frente, bem que pode ser uma boa saída. Se bem que eu sou muito a favor do padrão tradicional de família: papai, mamãe e de preferência irmãozinhos, pelo menos um. Triste demais ser filho único nesse mundo.
Mas isso tudo pra dizer que hoje me deu um ataque de desejo de maternidade. Não me lembro bem como, nas minhas viagens pela internet, cheguei a umas reportagens sobre mães que dão banhos em seus bebês em baldes, em vez de banheiras. E achei essas imagens lindas...
É ou não é pra morrer de vontade de ter um desses?
Tenho ouvido pessoas se perguntando se vale mesmo a pena colocar mais um sofredor nesse mundo cão. Outras, mais otimistas, dizem que temos sim que colocar, para que sejam elas as responsáveis pela transformação do mundo em um lugar melhor. Eu ainda não sei se concordo com um ou com outro, ambos têm seus pontos de razão... eu sei que quero ter um filhotinho, para dar a mais alguém o direito de fazer da sua vida o que lhe convier, para ajudá-lo com meu amor e apoio, para ver um ser humano crescendo e amadurecendo, para participar da humanidade como alguém que reproduziu seus valores e sentimentos, mesmo que às vezes imperfeitos e feios, para ser alguém com coragem o suficiente para ter responsabilidade por aquela vida por tantos anos, tantos quanto necessário. Para aprender e crescer ensinando o que já aprendi, mostrando o mundo a um serzinho que me escolheu como guardiã nesta estada temporária.
Eu quero.
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